13/02/2014

FMI quer mais cortes em Portugal

Tirado do Esquerda.net (aqui).

No comunicado da décima avaliação, o FMI considera que em Portugal é preciso continuar o programa de empobrecimento, quer “maior flexibilidade no mercado de trabalho”, ou seja, retirar mais direitos a quem trabalha, quer ainda que seja mais redução das despesas sociais do Estado e a “racionalização da administração pública”.
Foto de Paulete Matos
 
O comunicado do FMI (no site da instituição em inglês) que refere a declaração de Nemat Shafik - Vice-Diretora e Presidente em Exercício da instituição, sublinha que o governo de Passos Coelho e Paulo Portas tem sido um bom aluno, louvando a sua aplicação do memorando da troika, “apesar dos contratempos legais”, ou seja apesar dos chumbos do Tribunal Constitucional a claras violações da Constituição, mas que não passam de “contratempos legais” para o FMI. Nessa base, desbloqueia empréstimo de 910 milhões.

O FMI pressiona agora o governo PSD/CDS-PP para “resistir” às “pressões” para aumentar a despesa pública e insiste nos cortes: sociais, nos direitos do trabalho e na administração pública.
No comunicado, o FMI defende a continuação e aprofundamento do programa de austeridade, sublinhando que “as reformas estruturais são a chave para aumentar o potencial de crescimento da economia portuguesa”.

O FMI pretende “uma maior flexibilidade no mercado de trabalho” (isto é, cortes nos direitos do trabalho), mais cortes nas despesas sociais do Estado e ainda “racionalizar a administração pública”, o que significa cortes em serviços públicos, cortes em remunerações salariais e redução de postos de trabalho.
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