17/02/2014

São já 15 os mortos por tentar entrar em Ceuta

Tirado do Esquerda.net (aqui).

Mais um cadáver foi localizado em águas territoriais espanholas na costa de Ceuta este sábado. Governo reconheceu que a Guarda Civil disparou balas de borracha e bombas de efeito moral quando, no dia 6, mais de 250 imigrantes nadavam para a praia em Ceuta.
 
O espigão que impede o acesso de imigrantes a Ceuta.
 
A Guarda Civil de Ceuta encontrou em águas territoriais espanholas, este sábado, o corpo de mais um jovem africano que terá morrido na tentativa de entrar no enclave de Ceuta a nado, contornando uma espigão fronteiriço. Com isso, são já 15 as vítimas da tentativa levada a cabo no dia 6 de fevereiro por um grupo de 250 africanos, que foram recebidos pela polícia com balas de borracha e bombas de efeito moral quando estavam na água.

A tragédia está a provocar uma crise política em Madrid e já levou a própria Comissão Europeia a questionar a ação das forças de segurança do Estado espanhol.

Governo espanhol disse e desdisse

Num primeiro momento, foram o delegado do governo de Ceuta e o diretor da Guarda Civil que negaram que a Guarda Civil tivesse disparado sobre imigrantes que nadavam em desespero, apesar de todos os dias aparecerem mais cadáveres. No dia 13, porém, o ministro do Interior, Jorge Fernández Díaz, mudou a versão e reconheceu que de facto fora feitos disparos quando os imigrantes estavam na água, apesar de afiançar que as balas não foram na sua direção e sim para o ar, na tentativa de fazê-los voltar para trás.

Alguns dos imigrantes sobreviventes, ouvidos pelo diário El País, negam essa afirmação e garantem que os guardas dispararam sobre eles como se fossem galinhas. Seja como for, parece absolutamente claro que o pânico provocado pelas bombas e tiros provocou o afogamento de muitos.

Apesar das evidências, o governo espanhol continua a defender que a atuação das forças de segurança foi “proporcionada”.
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