09/12/2013

A China aposta fortemente pelo Yuan: aproximam-se novas turbulências no sistema-mundo capitalista?

Antom Fente Parada.

Se a semana passada advertíamos que o yuan chinês substituía ao euro como segunda divisa do comércio internacional, esta abrimo-la falando da decisão do Banco Central de China de deixar de acumular reservas em dólares(1). Finnian Cunnigan sublinhou que isto quer dizer que os dias da economia usamericana estão contados.

Duma banda China está deixando de incrementar as reservas do seu banco central porque a economia frenou o seu fulgurante ascenso e precisa de forte inversão pública para estimular a demanda interna. Doutra banda, procura estabelecer em Ásia trocas baseadas no yuan e a nível internacional apostar pelo pago da energia - nomeadamente o petróleo- em moedas nacionais.

Desde a década de 80 a China foi acumulando dólares e converteu-se numa peça fundamental do ultraliberalismo. Ao deixar de serem os EUA uma potência superavitária, estados como Japão, Alemanha e China que sim o eram cobriam os seus deficits. Por sua vez, esses excedentes de capital passavam por Wall Street para entrar no circuito especulativo mundial. Ao tempo que a indústria dos EUA esmorecia nunca tantos réditos tirara esta potência desde que se tornou em hegemónica. Em 2010 a China dispunha dumas reservas estimadas de três biliões de dólares, a magnitude destas reservas também trai consigo que uma depreciação do dólar provocaria fortes turbulências na economia chinesa. 

Até 1914 a libra esterlina era a principal moeda internacional - a da I Globalização - e desde essa data foi, em muito pouco tempo, substituída pelo dólar. As empresas norte-americanas viram como avançavam os seus ingressos desde a década de 80, mas... isto devia-se principalmente às suas inversões no exterior tal e como lhe foi acontecendo progressivamente a Grande Bretanha no século XIX (e cujo principal destinatário era os EUA). De fato, a libra esterlina manteve um papel internacional decisivo durante meio século após de que o PIB norte-americano superara ao de Grande Bretanha. Como em 2007 advertia já Giovanni Arrighi, "em caso dum novo afundimento do dólar comparável ao registado a finais da década de 1970, para Estados Unidos seria todavia muito mais difícil, se não impossível, retomar as rendas do sistema monetário internacional" (2).

Contudo, diversos analistas sublinham a relativa importância das reservas bilionárias chinesas do dólar, já que a relação entre as duas potências e simbiótica e a queda do dólar (que ainda domina em mais de 80% das transações mundiais) criaria fortes turbulências na economia chinesa... Porém, talvez China aposte cada vez mais pelo yuan (3) também pelas dificuldades económicas internas, especialmente no tocante à sua bolha imobiliária... estamos assistindo à gestação duma crise equiparável à do 29 nos seus efeitos económicos e políticos por continuarmos com as suicidas políticas da ortodoxia ultraliberal?
Alguns fatos apontam, infelizmente, a que sim e a que esta onda longa depressiva do capitalismo se vai espalhar, quando menos, durante três décadas sem soluções que não passem pela "destruição criativa" do capitalismo de que falava Schumpeter ou, como ironizava Arrighi, a "destruição destrutiva" do capitalismo na sua fase ultraliberal (4). Seja como for, o ultraliberalismo na atual correlação de forças mundial está lançando uma nova onda de acumulação por despossessão para que, mais uma vez, a classe trabalhadora pague os excessos de parasitas e rendistas.

"Ya no se prolongará el interés de China en incrementar sus reservas”, declaró el 20 de noviembre de este año el Banco Popular Chino (PBC). Cunningham dijo que este plan de China supone "una amenaza mortal para el petrodólar estadounidense y toda la economía de Estados Unidos".

"China -la segunda mayor economía del mundo y uno de los principales importadores de petróleo- tiene o está buscando acuerdos de comercio de petróleo con sus principales proveedores, entre ellos Rusia, Arabia Saudita, Irán y Venezuela, lo que implicará el cambio de las monedas nacionales", escribió el experto, advirtiendo que el desarrollo amenaza "al petrodólar y su estatus de reserva global".

Cunningham dijo que el aviso de Pekín sobre el plan de "cambiar sus tenencias de divisas de riesgo" en dólares estadounidenses a otras monedas "es un presagio de que los días de la economía estadounidense están contados".

"Pero en la mentalidad imperialista y megalómana de Washington, esta 'amenaza' para la economía de EE.UU. se percibe como un acto tácito de guerra. Es por eso que Washington está reaccionando con tanta furia y desesperación al corredor aéreo recién declarado de China. Es un pretexto para que EE.UU. aprete con puño de hierro", concluyó el analista.

Texto completo en: http://actualidad.rt.com/economia/view/112995-plan-china-dejar-acumular-dolares-enfurece-eeuu
"Ya no se prolongará el interés de China en incrementar sus reservas”, declaró el 20 de noviembre de este año el Banco Popular Chino (PBC). Cunningham dijo que este plan de China supone "una amenaza mortal para el petrodólar estadounidense y toda la economía de Estados Unidos".

"China -la segunda mayor economía del mundo y uno de los principales importadores de petróleo- tiene o está buscando acuerdos de comercio de petróleo con sus principales proveedores, entre ellos Rusia, Arabia Saudita, Irán y Venezuela, lo que implicará el cambio de las monedas nacionales", escribió el experto, advirtiendo que el desarrollo amenaza "al petrodólar y su estatus de reserva global".

Cunningham dijo que el aviso de Pekín sobre el plan de "cambiar sus tenencias de divisas de riesgo" en dólares estadounidenses a otras monedas "es un presagio de que los días de la economía estadounidense están contados".

"Pero en la mentalidad imperialista y megalómana de Washington, esta 'amenaza' para la economía de EE.UU. se percibe como un acto tácito de guerra. Es por eso que Washington está reaccionando con tanta furia y desesperación al corredor aéreo recién declarado de China. Es un pretexto para que EE.UU. aprete con puño de hierro", concluyó el analista.

Texto completo en: http://actualidad.rt.com/economia/view/112995-plan-china-dejar-acumular-dolares-enfurece-eeuu
"Ya no se prolongará el interés de China en incrementar sus reservas”, declaró el 20 de noviembre de este año el Banco Popular Chino (PBC). Cunningham dijo que este plan de China supone "una amenaza mortal para el petrodólar estadounidense y toda la economía de Estados Unidos".

"China -la segunda mayor economía del mundo y uno de los principales importadores de petróleo- tiene o está buscando acuerdos de comercio de petróleo con sus principales proveedores, entre ellos Rusia, Arabia Saudita, Irán y Venezuela, lo que implicará el cambio de las monedas nacionales", escribió el experto, advirtiendo que el desarrollo amenaza "al petrodólar y su estatus de reserva global".

Cunningham dijo que el aviso de Pekín sobre el plan de "cambiar sus tenencias de divisas de riesgo" en dólares estadounidenses a otras monedas "es un presagio de que los días de la economía estadounidense están contados".

"Pero en la mentalidad imperialista y megalómana de Washington, esta 'amenaza' para la economía de EE.UU. se percibe como un acto tácito de guerra. Es por eso que Washington está reaccionando con tanta furia y desesperación al corredor aéreo recién declarado de China. Es un pretexto para que EE.UU. aprete con puño de hierro", concluyó el analista.

Texto completo en: http://actualidad.rt.com/economia/view/112995-plan-china-dejar-acumular-dolares-enfurece-eeuu

NOTAS
(1) "El plan de China para dejar de acumular dólares enfurece a Estados Unidos" em RTactualidad (2-12-2013):

(2) ARRIGHI, Giovanni (2007), Adam Smith en Pequín, Madrid: Akal, página 213.

(3) JUSTO, Marcelo (2009), "El acuerdo entre China y Argentina deja al dólar de lado" em Rebelión.org (2-4-2009): http://www.rebelion.org/noticia.php?id=83254

(4) "Yuan chino salta a máximo histórico luego de que Banco Central sugiera cambio de política" em notimérica.com (9/12/2013): 
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